2026.02.24 - NI PCP Gaia - VN Gaia não pode ser cúmplice do genocídio

Nota de Imprensa

VILA NOVA DE GAIA NÃO PODE SER PALCO
PARA O BRANQUEAMENTO DO GENOCÍDIO E DOS CRIMES DE ISRAEL


Não há palavras para exprimir o horror e o sofrimento que Israel e o imperialismo norte-americano estão a infligir ao povo palestiniano na Faixa de Gaza e também nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, com a criminosa cumplicidade da União Europeia. Dia após dia, os grandes meios de comunicação social mostram imagens de uma violência e crueldade sem limites e uma contabilidade sinistra de assassínio deliberado das populações, incluindo a infame imposição da fome que está a atingir particularmente milhares de crianças.

A Comissão Concelhia de Gaia do PCP vem denunciar e condenar veementemente a recente recepção oficial do Embaixador de Israel por parte da Presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Sob o pretexto de um suposto "diálogo com o mundo" e de "investimentos económicos", o executivo municipal optou por uma postura de profunda conivência e branqueamento perante um Estado que, aos olhos do mundo e do Direito Internacional, está a levar a cabo um massacre deliberado e um genocídio contra o povo palestiniano.

A tentativa do Presidente da Câmara de justificar esta aproximação com o "investimento de empreendedores israelitas" em Gaia é um insulto à tradição democrática e solidária do nosso Concelho e uma opção profundamente ideológica que menoriza os crimes do Estado de Israel em nome de um suposto diálogo que não coloca a Paz e o fim do genocídio como prioridades. Os interesses económicos e o lucro não podem estar acima da defesa dos direitos humanos.

Relembramos que o Município de Gaia tem um historial de compromisso com estes valores, destacando-se a sua adesão à rede internacional "Mayors for Peace" em 2025, o facto de ter sido anfitrião do Encontro pela Paz em 2023 organizado pelo CPPC, assim como a promoção de vários Concertos pela Paz ao longo dos anos. A recepção ao representante de um Estado agressor é uma traição a este percurso e a todos os que em Gaia lutam pela paz em todo o mundo.

Vila Nova de Gaia não pode ser um porto seguro para os grupos económicos que beneficiam de um regime de ocupação e agressão.

Vila Nova de Gaia deve ser, sim, um centro de diálogo, mas de um diálogo pela Paz, que exija o cessar-fogo imediato e permanente, o fim do bloqueio humanitário a Gaza e o reconhecimento do Estado da Palestina livre e independente.


Vila Nova de Gaia, 24 de Fevereiro de 2026

Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do Partido Comunista Português


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